
7 de agosto de 2008
" A lixeira"
Uma abstração tão clara agora que vemos, mas que nos foge na hora do momento criativo!
A Essey percebeu com perfeição uma atitude que está tão presente e quase que involuntária no nosso cotidiano e trouxe esse conceito para seu produto! Demais, não acham?
6 de julho de 2008
Para se pensar... E fazer também né...
Mas ninguém se prontifica a ajudar a mãe a lavar os pratos."
P.J. O´Rourke
Fui pego de surpresa ao ler esta frase na revista Seleções de Reader´s Digest desse mês...
2 de julho de 2008
Novo logo Walmart
Em meados de setembro do ano passado, saiu uma matéria na revista Época Negócios sobre o esforço que a rede de hipermercados Walmart estava fazendo para tornar a empresa mais "sustentável", desde mudanças físicas à ações administrativas e estruturais. No mesmo período pegamos um job de display para o sabão em pó Ariel da P&G que seria lançado em uma versão (Ecomax, lançado no começo deste ano) que economizava água por precisar de menos enxague (sem merchandising), e durante nossa pesquisa nos deparamos com informações surpreendentes, como a intenção da rede de comercializar apenas as marcas com preocupação ambiental, abrindo mão do lucro gerando com as outras, enfim, se toda a teoria deles for colocada em prática, será uma atitude ousada e respeitável...Nunca fui fã do Walmart, mas espero que eles coloquem em prática pelo menos metade do que estão planejando...
ps.1: Achei o logo mais leve que o antigo, e o que me chamou a atenção também foi que agora é escrito tudo junto...
ps.2: Antes que perguntem, o job não foi aprovado pela agência de publicidade responsável pela conta da Procter...
11 de junho de 2008
Sem comentários!!
Pra quem achava que as portas do tipo asa de gaivota eram o auge da tecnologia.. E que as possibilidades se restringiam a "para cima" e "para o lado"...
9 de junho de 2008
Simples e Inteligente
3 de junho de 2008
Época 10 anos
Guarah
31 de maio de 2008
Design Fórum Cozinhas - Modernas e Sustentáveis
Ao dar início ao Fórum o arquiteto Guto Requena abordou o comportamento do consumidor. Segundo seu estudo de mestrado nosso comportamento está intimamente ligado ao que pode acontecer no nosso ambiente, um exemplo disso, é o quanto aumentou os residenciais com área fitness após essa nova tendência de “culto ao corpo”, que nada mais do que uma forte procura pela estética, saúde e lazer.
Outro fator muito importante, também fortemente abordado por ele é a customização. Partindo do conceito que a sociedade tem interesses em comum, existe a necessidade de uma produção que a atenda como um todo, no entanto, o que ocorre é que com a massificação da produção e dos produtos as pessoas acabam perdendo sua identidade e de certa forma tornando-se iguais. É nesse contexto que se situa a customização, essa necessidade humana de se diferenciar e agregar características particulares a um produto ou a um ambiente.
Utilizando se de ferramentas relativamente de baixo custo como adesivos é possível tornar, por exemplo, sua geladeira ou seu fogão diferente dos eletrodomésticos do seu vizinho.
Ainda falando de produtos e objetos, fica fácil observar nas tendências, a grande procura por equipamentos cada vez mais compactos e com o maior número de funções, isso sem falar na interface que segue na mesma velocidade com formas melhores, mais rápidas e interessantes.
Voltando a falar do habitar, segundo o arquiteto, nossa geração viveu uma transição da era analógica para a digital, o que teve forte influência na transformação do nosso ambiente. Os espaços passaram por transformações e a tecnologia tornou-se cada vez mais sensorial, sendo assim, se por um lado temos o homem cada vez mais mecanizado, no outro temos a máquina cada vez mais humanizada.
Com tudo isso, ficam visíveis fortes transformações como atitudes mais sustentáveis, novos modelos de viver e novos perfis de cliente. Ao se levar em consideração a família, por exemplo, no Brasil a base era formada pelo que se pode chamar de família nuclear (Pai, mãe e filhos), no entanto, essa é uma realidade que ficou para trás e o que hoje conta com famílias menores, casais homossexuais, singles entre outros, o que acabou provocando uma grande alteração no ambiente.
Assim, a cozinha como todo nosso espaço interno passa por uma grande confusão de setorização, onde antes se contava com uma clara divisão de ambientes e que hoje nosso comportamento o transformou, só para deixar mais claro, é raro hoje contar com um espaço específico para assistir a televisão, essa função antes destinada a um determinado espaço tornou-se algo totalmente variável.
16 de maio de 2008
Ambiente doméstico
À primeira vista, a casa, considerada como um sistema elementar de estruturas e simultaneamente local com grande intervenção da ciência comercial, materializada nos inúmeros aparelhos que contém, parece não estar sujeita a forte mutações e ao impacto de novas tecnologias emergentes.
No entanto, este estado de calma aparente esconde um foco de transformações prontas para explodir através do impulso de fortes dinâmicas sociais e culturais. Para o design, o ambiente doméstico apresenta-se e sempre irá apresentar um modelo privilegiado de novas formas comportamentais.
O incrível entrelaçamento das inúmeras funções sensoriais e mentais enraizadas na cinzenta arquitetônica da tradição tipológica moderna (que propõe uma simplificação das funções domésticas sintetizadas nos locais destinados a cozinhar, comer, receber, dormi e lavar-se) está a desfazer-se. Hoje se come no mesmo local onde se cozinha, cozinha-se no mesmo local onde se recebe, toma-se, por exemplo, o pequeno almoço onde se dorme, ouve-se música entre outras atividades que antes eram específicas de cada ambiente.
Fica muito evidente então, a intervenção do tempo no espaço, seqüência que qualifica a “forma das relações” entre “homem-objeto-espaço”, esse tipo de relação é um fator central para a concepção de novos objetos domésticos.
Assim, desenhar novos produtos domésticos significa hoje dar forma às relações, desenvolver linguagens mais próximas do tipo de comunicação humana, sendo essa mais compreensível e capaz de proporcionar relações completas e complexas entre o homem e o produto, respondendo a relação de utilização, afetividade, simbologia e psicologia.
Projetar grandes eletrodomésticos significa ocupar-se da complexidade de relações culturais ligadas ao “comer”, “cozinhar” e outras atividades, além de aprofundar-se nos rituais que são inerentes a essas atividades e ao espaço-tempo a eles associado.
Segundo a experiência de Lazzaro Donati, que utilizava na sua clinica uma técnica baseada nos desejos do habitar, a cozinha representa o Eu, o lugar mais importante da identidade de um individuo, o elemento mais belo da casa do ponto de vista inventivo. A cozinha tem assumido como local de rituais e evocações, um papel central e privilegiado no ambiente doméstico, funcionando assim como um local de encontro entre as pessoas que podem apenas se encontrar para uma típica conversa ou até desenvolver uma atividade em conjunto.
É importante ressaltar aqui que o ato de comer é na verdade um dos momentos mais agradáveis da vida e transporta evocações, além de representar o apogeu de sábios rituais milenares.
A cozinha pós-industrial enche os frascos para as especiarias e ervas aromáticas, enriquece-se de imagens evocativas, e se redescobre a possibilidade de deixar panelas e utensílios à vista sem, no entanto renunciar ao último tipo de fogão ou máquina de lavar louça.
Este paradoxo é o modelo atual do ambiente doméstico que, por um lado, quer resolver todos os problemas com a tecnologia mais avançada e, por outro, garantir o direito ao espaço de memória.
A indústria da informação e a globalização dos mercados codificaram uma nova e grande “cozinha internacional”. Ficaram, por tanto, à disposição das características tradicionais de cada um dos “pratos típicos regionais” codificando, assim, as tradições internacionais e rituais das cozinhas locais do globo.
Pelas mesmas razões é muito importante citar aqui o comportamento do indivíduo que pode no mesmo percurso da vida cotidiana assumir diferentes posições em relação a esse ambiente, sendo assim esse pode durante a semana, por exemplo, render-se a cultura do fast-food e aos finais de semana tornar-se um indivíduo com prazer ao realizar seus pratos em sua cozinha.
Com isso, os novos eletrodomésticos deveram se adaptar a essas diferentes condições práticas e “espirituais” de utilização.
Deverão tornar automáticas as operações normais, mas funcionar igualmente como elementos interativos inteligentes, apoiando a criatividade individual quando o usuário desejar, no passado, esse tipo de atividade era intimamente ligada à repetição. Ora esses dois aspectos poderiam ser separados: necessidade e repetição podem ser automatizadas.
Dessa maneira, a maturidade tecnológica dos eletrodomésticos nos aspectos mecânicos do seu funcionamento faz com que a introdução de componentes eletrônicos nos sistemas de regulação, controle e diagnóstico se apresentem como o principal terreno de inovação e de resposta aos novos modelos comportamentais. A concorrência e a evolução tecnológica incitam à criação de novos produtos com elevados desempenhos, no entanto, essa criação não tem demonstrado uma experiência plenamente satisfatória.
Os novos eletrodomésticos parecem cada vez mais aos olhos do usuário, como “caixas pretas”, sendo assim a forma não é capaz de expressar a complexidade e multiplicidade das funções que o produto pode oferecer.
É igualmente certo que adoção de critérios técnicos mais avançados no desenvolvimento de novos eletrodomésticos deve corresponder à adoção de critérios culturais mais avançados. Isso significa, concentrar-se no projeto de forma a fazer com que a interface seja imediatamente reconhecida, utilizando-se de linguagens interativas culturalmente coerentes com o conjunto das funções e desempenhos que o produto oferece.
A atividade de design deve, neste âmbito específico, ir em busca de referências no campo da ergonomia cognitiva, na qual podemos integrar a análise das formas de relacionamento homem-máquina em outros campos de aplicação, e deve ainda concentrar a sua atenção na qualidade do diálogo entre usuário e objeto, na sua forma e conteúdo. O eletrodoméstico interativo deve comunicar “o que é o que faz e como faz”, procurando igualmente adaptar a sua própria aparência, não só o modo operativo, mas também nos espaços culturais dos ambientes onde serão inseridos.
Isto significa, sobretudo uma compatibilidade nas linguagens de comunicação dos objetos e das aparelhagens domésticas: a nova cultura das máquinas.
30 de abril de 2008
Dois em um..
Jogo da Velha
23 de abril de 2008
O Artesanato no Design Brasileiro

O artesanato é uma das formas de expressão que conseguem de uma forma mais aprofundada e representativa caracterizar uma região ou cultura, mesmo sendo, e talvez por isso, despojado de complexos conhecimentos e sistemas técnicos e teóricos que muitas vezes acabam subvertendo a essência, pois o artesanato trabalha de maneira crua - até esteticamente falando - o sentimento, a herança e as raízes absorvidas e transportadas para o produto. Produto que é reconhecido e valorizado justamente por ser prioritariamente uma representação de uma cultura regional.
O artesanato por seu sistema produtivo e característica não-serial gera uma infindável discussão quando analisado paralelamente ao design industrial. Eles se colocam quase que em extremos, mas não são raras as incursões de um ao campo do outro. Ora com o artesanato adquirindo conhecimentos e práticas do design a fim de otimizar sua estrutura, ora com o design absorvendo o artesanal como referencial de produto com raiz, culturalmente estabelecido, com objetivos estético-simbólicos. O problema está quando o designer se utiliza do artesanato como referencial estético sem critérios, como se o artesanal fosse uma “peça pronta” a ser agregada e dessa forma ser obtido um produto com raízes culturais e uma história por trás.
O grande adjetivo do produto artesanal está justamente em seu processo de confecção, pois ao produzir determinada peça, e da forma com que é feita, com as variações e imperfeições com que são geradas, e acima de tudo pelas mãos carregadas de histórias e significados de quem a está fazendo, justamente neste momento os artesãos não estão apenas costurando, moldando, dobrando ou cortando um pedaço de palha, argila, tecido ou renda, e sim, como em um rito, eles estão materializando as características abstratas que carregam consigo.
Esta metáfora com os rituais é mais acentuada quando imaginamos, por exemplo, a cerâmica artesanal que em certo momento da produção, envolve o fogo.
Agora, se o valor do artesanato está em grande parte no envolvimento intimista do autor com a obra, na passagem direta e quase mágica da experiência adquirida para o produto; quando o designer projeta um objeto com características artesanais, para ser produzido por um sistema, geralmente ou em grande parte mecanizado, qual o valor de experiência real que pode ser identificado e sentido no produto final? Talvez porque por mais bem construído e aplicado, a experiência, a bagagem cultural regional e as raízes não foram vividas pelo designer e sim “copiadas” de algum referencial artesanal já produzido. E isso sem contar a perda que há pelo caminho, que passa pelo designer, o sistema produtivo, até chegar ao consumidor.
E não necessariamente estamos falando da questão do manual ou mecanizado, da produção em série ou do “ao acaso”, mas sim desta transferência de cultura, desta materialização de sensações. Por isso quando o design brasileiro busca o artesanato como referencial de produtos com o selo “Made in Brazil”, não deve utilizar o artesanal apenas como um subterfúgio para agregar em um projeto independente e assim torná-lo caracteristicamente brasileiro, pois assim só estará “roubando” uma experiência e subvertendo-a. Para produzir objetos essencialmente brasileiros, é necessário materializar o sentimento, as características e detalhes únicos que nos fazem ser denominados brasileiros, mais que geográfica ou etnicamente. É lógico que não se trata de extinguir o uso de materiais típicos e que agregam grande valor aos produtos, até porque temos uma abundância de materiais excelentes e melhor ainda, sustentáveis, como é o caso das fibras de bananeira, de coco, sisal, entre tantas outros. Mas é preciso utilizá-los com bom senso, tendo o fator artesanal não apenas com finalidade estética, mas como exemplo de transferência de cultura para os produtos.
O melhor exemplo é o das sandálias de borracha Havaianas, que materializaram um sentimento (alegria), um hábito (despojo), enfim, uma experiência nacional e própria, original, sem cópias e chegaram a um produto marcantemente brasileiro. E que faz sucesso internacionalmente. E notem, não é uma sandália de palha feita por artesãos manualmente, sem produção seriada.

10 de abril de 2008
Bem útil...
III Feira Brasil Certificado
São eventos como este que contribuem para uma proliferação da consciência ambiental, principalmente para empresários e designers, atores fundamentais da cadeia produtiva.
E com a credibilidade do FSC...
Mais infomações: brasil certificado
4 de abril de 2008
L3I4 COM 4T3NÇ4O:
P4R4BÉN5!
Fonte: Marcos de Moraes Sarmento
3 de abril de 2008
Logo Globo...
Já pode ser visto na programação da Rede Globo, o novo logo, ou melhor a atualização que o Hans Donner fez, de gosto duvidoso na minha opinião, mas uma coisa é fato: tem a cara do Hans Donner, que adora prateado mais do que qualquer outra coisa...
Apesar da importância e talento, porque não, afinal, chegar numa Rede Globo e ser o manda chuva do design de lá não é pra qualquer um, mas sei lá, não sou muito fã dele...
Pra justificar minha opinião, vejam o famoso relógio que ele criou:

Agora me digam, qual a diferença deste relógio de pulso para aquele reloginho que aparece na Globo pra avisar o início ou fim do horário de verão?
Logo Brastemp
Aparentemente aleatória (e bonita no meu ponto de vista), ela é na realidade o resultado de um trabalho de abstração da forma dos eletrodomésticos, geralmente próximos a um cubo, passando para o outline e enfim chegando-se ao belo e inteligente logo...







