O Fórum abordou questões importantes como o comportamento do consumidor, o ambiente cozinha e a sustentabilidade aliada a modernidade inserida nesse contexto.
Ao dar início ao Fórum o arquiteto Guto Requena abordou o comportamento do consumidor. Segundo seu estudo de mestrado nosso comportamento está intimamente ligado ao que pode acontecer no nosso ambiente, um exemplo disso, é o quanto aumentou os residenciais com área fitness após essa nova tendência de “culto ao corpo”, que nada mais do que uma forte procura pela estética, saúde e lazer.
Outro fator muito importante, também fortemente abordado por ele é a customização. Partindo do conceito que a sociedade tem interesses em comum, existe a necessidade de uma produção que a atenda como um todo, no entanto, o que ocorre é que com a massificação da produção e dos produtos as pessoas acabam perdendo sua identidade e de certa forma tornando-se iguais. É nesse contexto que se situa a customização, essa necessidade humana de se diferenciar e agregar características particulares a um produto ou a um ambiente.
Utilizando se de ferramentas relativamente de baixo custo como adesivos é possível tornar, por exemplo, sua geladeira ou seu fogão diferente dos eletrodomésticos do seu vizinho.
Ainda falando de produtos e objetos, fica fácil observar nas tendências, a grande procura por equipamentos cada vez mais compactos e com o maior número de funções, isso sem falar na interface que segue na mesma velocidade com formas melhores, mais rápidas e interessantes.
Voltando a falar do habitar, segundo o arquiteto, nossa geração viveu uma transição da era analógica para a digital, o que teve forte influência na transformação do nosso ambiente. Os espaços passaram por transformações e a tecnologia tornou-se cada vez mais sensorial, sendo assim, se por um lado temos o homem cada vez mais mecanizado, no outro temos a máquina cada vez mais humanizada.
Com tudo isso, ficam visíveis fortes transformações como atitudes mais sustentáveis, novos modelos de viver e novos perfis de cliente. Ao se levar em consideração a família, por exemplo, no Brasil a base era formada pelo que se pode chamar de família nuclear (Pai, mãe e filhos), no entanto, essa é uma realidade que ficou para trás e o que hoje conta com famílias menores, casais homossexuais, singles entre outros, o que acabou provocando uma grande alteração no ambiente.
Assim, a cozinha como todo nosso espaço interno passa por uma grande confusão de setorização, onde antes se contava com uma clara divisão de ambientes e que hoje nosso comportamento o transformou, só para deixar mais claro, é raro hoje contar com um espaço específico para assistir a televisão, essa função antes destinada a um determinado espaço tornou-se algo totalmente variável.
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