6 de outubro de 2007

Carro para Deficientes


Desenvolvido na Hungria, o Kenguru é um carro para deficientes em cadeiras de rodas.
Basta o dono do carro levantar sua porta traseira para entrar com cadeira e tudo, e sair dirigindo seu carro, sem precisar esperar por gentilezas e ônibus com portas especiais.
Existem muitas áreas em que os designers poderiam atuar, mas não o fazem, não sei se por falta de "glamour" dessas áreas, falta de empresas interessadas, ou o que, por isso toda e qualquer iniciativa neste sentido merece destaque..
E quando vi esse carro inevitavelmente lembrei da pessoa mais singular (ou seria múltipla?), louca, hiperativa e sem noção que já conheci.
(Só pra se ter uma idéia, desenvolvi um projeto com ela uma vez que era um porta-papel higiênico, e o que ela me sugere na hora de fazer o relatório? "Vamos imprimir em um rolo de papel higiênico!!" Imagina a cara do professor se recebesse um rolo como memorial descritivo... hehe como diria ela: ADORO!!)
Enfim, lembrei da Pry, porque pro trabalho do curso de Design da Mobilidade dela na Faap, ela tá desenvolvendo um automóvel para deficientes, e se casos como esse são raros, sendo que este exemplo acima é da Hungria, a Pry dá um grande exemplo de como o designer pode direcionar seu conhecimento, oportunidades e esforço para projetos que lhe tragam não somente o retorno financeiro e uma simples autopromoção, mas saber que com o seu trabalho você pode ajudar de forma efetiva pessoas que precisam.
Todos os meses, semanas e dias, as maiores empresas do mundo pesquisam o consumidor em busca de tendências e novas necessidades, novos nichos, pois querem encontrar um novo mercado para aumentar a venda de seus produtos.
Enquanto se criam celulares com touch screen (iphone, lg prada, etc), uma tecnologia que surgiu de uma necessidade(??) criada, pois os botões tradicionais ainda são capazes de atender os usuários; existem pessoas que não conseguem simplesmente ir e vir porque não existem tecnologias que a atendam, mas como pedir que hajam tecnologias para deficientes, se nem calçadas com guias rebaixadas eles tem em quantidade satisfatória..

Fica o exemplo da Pry.. que aliás, já quebra um grande paradigma por ser uma mulher nesse meio automobilístico machista..

Priscila Bohlsen, guardem esse nome, ainda vão ouvir muito por aí... seja no design, na medicina, no prêmio Nobel ou em Marte quem sabe...

Um comentário:

Anônimo disse...

Simplesmente genial!! O design, na minha opinião não é para satisfazer egos (isso tb), mas para melhorar a qualidade de vida e desta forma melhorar o mundo!
esse design me fascina!